Dissertações

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2021

ADRIANE PEREIRA DANTAS
Morte e vida no universo visual do filme: O fabuloso destino de Amélie Poulain
Orientadora : Adriana Dantas Nogueira       Data: 25/02/2021
Este trabalho tem como objetivo analisar o universo visual do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain (2001) no tocante aos aspectos relacionados à construção da imagem cinematográfica que ressaltaram ideias como morte e vida. Para isso, a pesquisa analisa as metáforas e as mensagens presentes na mise en scène trabalhando planos, cores, objetos, movimento de câmera e recursos técnicos. Este é um trabalho que se desenvolveu a partir da análise fílmica, da descrição e da interpretação das cenas mais emblemáticas que trouxeram significação para a temática. Apoiada na metodologia de investigação de vários autores, a pesquisa mescla correntes neoformalistas, como as estudadas por David Bordwell (2008); correntes formalistas, da montagem de Eisenstein (2002); com abordagens que flertam com a psicologia cognitiva da imagem, de Aumont (2011), e também, a psicanálise, quando se procura compreender alguns símbolos presentes. Por fim, a escolha do filme se deu pela maneira como os aspectos visuais se estabelecem de forma simbólica e criativa na linguagem cinematográfica, mostrando a Arte no cinema.

ROBERTO MATHEUS CORDEIRO VANDERLEI DE OLIVEIRA
A intertextualidade entre o cinema e a literatura de cordel: a análise do “cinema de cordel” no filme a luneta do tempo, de Alceu Valença
Orientador: Romero Júnior Venâncio Silva       Data:  29/04/2021
O objetivo desta pesquisa é demonstrar como a literatura de cordel pode ser transmutada à linguagem cinematográfica, analisando as relações intertextuais entre a estética do folheto e algumas obras do cinema nacional. Para isso, primeiro perpassamos aspectos fundamentais da história e das formas literárias do cordel. Em seguida, investigamos a referida intertextualidade na obra do cineasta Glauber Rocha, delineando a categoria “cinema de cordel” com base nas experiências do diretor nos filmes Deus e o diabo na terra do sol (1964) e O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), dois importantes marcos do Cinema Novo. Por fim, à luz do paradigma glauberiano, analisamos o “cinema de cordel” no filme A Luneta do Tempo (2014), do artista pernambucano Alceu Valença, procedendo sua decupagem a fim de investigar como as formas poéticas e literárias do folheto o influenciam da diegese ao discurso cinematográficos. Assim, procuramos demonstrar como nesse fenômeno intertextual o cordel pode emergir como ferramenta narrativa no cinema, marcando a concepção do roteiro, de monólogos e diálogos entre personagens e da mise-en-scène, além de se dirigir ao espectador aguçando sua percepção de ouvinte. Em suma, o cordel vai ao cinema e com ele se mistura para suscitar estéticas fílmicas particulares, das canções às formas de representação. Compreender a intertextualidade deste processo, e como ele pode ser potencializado no cinema brasileiro contemporâneo, é uma das principais motivações deste projeto. 

CHRISTIANE SANTOS ALVES COSTA
O black metal nos documentários musicais : notas sobre estética e distopia (1994-2017)
Orientador: Armando Alexandre Costa de Castro       Data: 29/05/2021
Esta dissertação objetiva a compreensão do discurso distópico do Black Metal através dos documentários musicais. É observado que o discurso proferido em frente às câmeras mantém relações com o horror artístico e natural, sendo amplamente aceito no meio social como representação do subgênero musical. Esta base estético-discursiva auxilia a construção da narrativa cinematográfica, guiada principalmente pelas entrevistas das bandas, sendo responsável pela reconstrução de uma memória através da imagem. Neste contexto, os discursos são relevantes para a construção e demonstração de atitudes que excedem (ou não) um modelo de comportamento comum aceito em sociedade, denominadas na pesquisa como ―Excesso-Artístico‖ (dentro do padrão), e ―Excesso do Extremo‖ (fora do padrão). Estas categorias revelam o imaginário contido na estrutura desta cultura. Para a compreensão da estética distópica, foi exposta a motivação para a adoção deste discurso associada ao horror através dos conceitos de horror artístico e horror natural (CARROLL, 1999); de estética do mal no Black Metal (CAMPOY, 2008a, 2008b); distopia (PODOSHEN; VENKATESH; JIN, 2014) e estética do excesso (HILDENBRAND, 2015), e como a mesma influencia todas as camadas do subgênero até a produção e divulgação dos filmes aqui analisados. A metodologia utilizada é baseada no levantamento bibliográfico, principalmente sobre a estética Black Metal; no mapeamento da cinematografia sobre o tema no Youtube; e no estudo multicaso dos documentários. Dentre os 38 documentários musicais envolvendo o Black Metal no período de 1994 a 2017, foram escolhidos para esta investigação: Det Svarte Alvor (1994), Satan Rides the Media (1998), Once Upon a Time in Norway (2007), Until The Light Takes Us (2008), Black Metal Satanica (2008), One Man Metal (2012), Black Metal Siberia (2015) e Bleu Blanc Satan (2017). O interesse foi refletir a importância desses discursos, desde a sua origem, na década de 90, até a atualidade, em busca de uma unidade, uma identidade que, possivelmente, assuma sentido apenas no contexto em que está inserida: a cena underground. A priori, a conclusão obtida demonstra o papel dos documentários musicais como extensão das práticas com o underground e a propagação do discurso comum em seu meio.

PAULO SÉRIGIO S. DE LACERDA
Os arquivos audiovisuais/memória de Lú Spinelli como narrativa da história da dança moderna em Sergipe
Orientadora: Lilian Cristina Monteiro França       Data: 22/06/2021
Este estudo tem por objetivo verificar em que medida os arquivos/memórias audiovisuais de Lú Spinelli, bailarina, pesquisadora e ativista cultural, ajudam a compor uma narrativa da história da dança moderna em Sergipe. Tais arquivos são compostos por entrevistas, palestras e gravações audiovisuais de espetáculos seus e de seus alunos, constituindo-se num corpus que permite análises sob diferentes prismas. O estado de Sergipe não possui nenhuma obra que trate sistematicamente do tema, mas sim uma coleção de textos e imagens dispersos por jornais, revistas e repositórios de pesquisa. A metodologia empregada utiliza, num primeiro momento, levantamento e revisão de literatura. Entre os principais autores consultados encontram-se Walter Benjamim (1994, 2000), Cássia Navas (1992, 2017), Lúcia Matos (2002), Carolina Naturesa (2010, 2017), Isabele Launay (2013), Aurore Després (2016), Elisabeth Ribas e Laura Escorel (2020). Uma etapa seguinte tratou da decupagem do material audiovisual – que consiste na descrição detalhada do conteúdo textual, sonoro e imagético do documento audiovisual, como propõe Caldera-Serrano (2014) e, ainda, na análise a partir da abordagem triangular, nos termos propostos por Ana Mae Barbosa (2012). Do ponto de vista do marco temporal, foram delimitamos os últimos dez anos (2005-2014) da produção coreográfica de Lú Spinelli para os festivais de dança da sua escola Studium Danças. Foram selecionadas três coreografias para a análise e decupagem, de acordo com critérios de categorização previamente estabelecidos, constituindo-se, portanto, numa amostra intencional: Dê uma chance à paz – 2007, Ode à Dança Moderna – 2008 e Subversão Tropical – 2009. Cada um deles foi descrito enquanto processo coreográfico, decupado e, com base nos dados, apresentados possíveis fios narrativos. Os resultados apontam para diversas possibilidades narrativas dos arquivos/memórias audiovisuais de Lú Spinelli e são apresentadas, a título de proposições, algumas alternativas futuras de trabalho.

 

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